
A exploração das cavernas é feita
actualmente com interesse científico ou turístico. O desenvolvimento de
equipamentos e técnicas de escalada, mergulho e exploração tornaram esta
actividade mais segura. Nunca na história da humanidade as cavernas
foram tão conhecidas. Pela mesma razão elas nunca estiveram mais
ameaçadas.

A ciência que se dedica a
estudar a génese, a evolução, o meio físico e biológico do mundo
subterrâneo, chama-se espeleologia. Este termo deriva das raízes gregas
spelaion (caverna) e logos (estudo). Criada na França no século XIX por
Edouard Alfred Martel (1859 - 1938).

A espeleologia, é uma ciência multidisciplinar que envolve diversos ramos do conhecimento, como a geologia, hidrologia, biologia, paleontologia e arqueologia. Além da importância científica, a exploração de cavernas representa um grande papel no turismo de aventura (ou ecoturismo), sendo uma parte importante da economia das regiões em que ocorrem.

A história da Espeleologia é tão
antiga como o próprio Homem. Na pré-história as cavernas foram os
primeiros abrigos verdadeiramente eficazes contra o frio que reinava no
período das glaciações. São prova disso as inúmeras pinturas rupestres
encontradas nestes locais.

Caverna (do latim cavus,
buraco), gruna ou gruta (do latim vulgar grupta, corruptela de crypta) é
toda cavidade natural rochosa com dimensões que permitam acesso a seres
humanos. Podem ter desenvolvimento horizontal ou vertical em forma de
galerias e salões. Ocorrem com maior frequência em terrenos formados por
rochas sedimentares, mas também em rochas ígneas e metamórficas, além
de geleiras e recifes de coral.

São originárias de uma série de
processos geológicos que podem envolver uma combinação de transformações
químicas, tectónicas, biológicas e atmosféricas.

As cavernas, de acordo com sua formação, são divididas em dois grandes grupos: cavernas primárias e secundárias.
Cavernas primárias
São ditas cavernas primárias aquelas cuja formação é contemporânea à formação da rocha que a abriga.

Cavernas vulcânicas
Em
regiões com vulcanismo activo, o escoamento de lava pode formar
diversos tipos de cavidades na rocha. Em geral a lava escoa para a
superfície através de um fluxo contínuo. À medida que o entorno do fluxo
se resfria e solidifica, a lava continua escorrendo por canais, muitas
vezes de vários quilómetros de extensão, chamados tubos de lava. Em
alguns casos, após o vulcão se tornar inactivo, esses tubos podem ser
esvaziados e preservados formando cavidades acessíveis pelo exterior. As
mais importantes cavernas desse tipo estão no Havaí e no Quênia. A
caverna Kazumura, na Ilha Havaí, próxima a Hilo, com 65 500 m de
comprimento e desnível de 1 101 m, é o mais longo e mais profundo tubo
de lava do mundo.

Estas cavernas costumam formar
salões ou canais de pequenas dimensões. Cavernas de lava não possuem
formações exuberantes como as cavernas criadas por dissolução química.
Em geral possuem paredes lisas e uniformes, mas em alguns casos possuem
escorrimentos, pontas e gotas de lava resfriada.
Cavernas de corais
Cavidades
criadas durante o crescimento de recifes de coral por qualquer razão.
Uma vez calcificados e litificados os corais, essas cavidades podem ser
preservadas e em alguns casos formam galerias ou salões penetráveis de
pequenas dimensões dentro do recife.

Cavernas secundárias
Cavernas
secundárias são aquelas que se originam após a formação da rocha que as
abriga. É o caso mais comum de formação de cavernas e envolvem diversos
processos diferentes.

Cavernas cársticas
O
processo mais frequente de formação de cavernas é a dissolução da rocha
pela água da chuva ou de rios, um processo também chamado de
carstificação. Este processo ocorre em um tipo de paisagem chamado
carste ou sistema cárstico, terrenos constituídos predominantemente por
rochas solúveis, principalmente as rochas carbonáticas (calcário,
mármore e dolomitos) ou outros evaporitos, como gipsita. As regiões
cársticas costumam possuir vegetação cerrada, relevo acidentado e alta
permeabilidade do solo, que permite o escoamento rápido da água.

Cavernas de colapso e erosão mecânica
Alguns
minerais não são solúveis em água e não permitem que o processo de
casrtificação ocorra. Por exemplo, os quartzos, sílicas e argilitos são
pouco solúveis e rochas compostas principalmente por esses minerais,
como granitos e arenitos, não permitem a formação de relevo cárstico a
não ser em condições muito especiais, como por exemplo algumas regiões
de carste em clima semi-árido ou feições típicas de dolinas em arenitos
por erosão geoquímica. Neste tipo de rochas, o processo mais comum de
formação de cavernas são as fracturas ou colapsos resultantes de
actividade tectônica como terremotos.
Cavernas de gelo
Cavernas de gelo
Apesar
do nome, as cavernas de gelo não devem ser confundidas com as cavernas
em glaciares. Cavernas de gelo são cavidades na rocha, formadas por
qualquer dos processos descritos acima. Como se localizam em regiões
muito frias do globo, elas apresentam temperaturas abaixo de 0 °C
durante todo o ano em pelo menos uma parte de sua extensão. Isso provoca
o congelamento da água infiltrada pelo solo ou da humidade atmosférica e
forma em seu interior diversos tipos de precipitações de gelo que podem
ser tão exuberantes como os espeleotemas rochosos.

Cavernas glaciares
Este
tipo especial de caverna não é formado na rocha, mas no gelo de
glaciares. A passagem da água da parte superior da geleira para o leito
rochoso produz tubos que podem ter desenvolvimento horizontal ou
vertical. Embora possam permanecer praticamente inalteradas por muitos
anos, estas cavernas são instáveis e podem desaparecer completamente ou
mudar de configuração ao longo do tempo.

Cavernas marinhas
Cavernas
marinhas podem ter diversas configurações, desde cavidades totalmente
submersas no leito oceânico até formações parcialmente submersas em
paredões rochosos da costa. As primeiras são abismos ou fendas que podem
atingir profundidades abissais e são penetráveis por mergulhadores ou
veículos submersíveis. Essa cavernas podem ter diversas origens, em
geral tectónicas.

As
Grutas e Cavernas, locais extraordinários e misteriosos, são prova viva
de como a natureza, com os seus processos, consegue mudar as paisagens
transformando o belo em algo ainda mais inacreditável e maravilhoso.
Fontes: http://www.nec-espeleo.org/; http://pt.wikipedia.org/wiki/Caverna, outros
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